30 Novembro 2005

Agora estou mais tranquilo

É um alívio danado ver que a queda de 1,2% no PIB não passa de uma tática engenhosa:

"O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, afirmou que a expressiva queda da economia no terceiro trimestre foi da vontade do governo, uma decisão proposital da equipe econômica."

Deve ser a tática do Rocky Balboa: apanhar bastante para cansar o adversário.

Lá e cá

Lá: Economia americana cresceu 4,3% no terceiro trimestre

Cá:
PIB caiu 1,2% no terceiro trimestre

29 Novembro 2005

Simples assim

Não costumo gostar muito dos textos de opinião do JB. Tirando uma outra outra opinão, alguns textos são bem simplórios, beirando a panfletagem de agremiações estudantis.

Entretanto achei muito pertinente o que foi dito hoje por
Dionísio da Silva, sobre o bundalelê envolvendo a teóloga Daniela Mercury e o sabe-nada-sobre-religião Bento XVI.

"Qual é o cerne da confusão da mídia? O mesmo de sempre. A mídia simula ambiente de liberdades ilimitadas, desde que não seja ela a criticada. Mas é preciso pelo menos diferenciar o seguinte: se a Igreja não aprova o preservativo e prega a abstinência sexual, este é um problema dos católicos, cuja grei obedece a uma complexa hierarquia em cujo topo está o Papa, atualmente Bento XVI."

(...)

"Se o leitor pertence a um clube, associação ou entidade, sabe que há leis, estatutos, regimentos a acatar. Muitos católicos discordam das prescrições da Igreja a respeito de temas candentes da modernidade, dos quais o controle da natalidade e das doenças sexualmente transmissíveis é bom exemplo.

Mas como negar à Igreja o direito de convidar para um show determinados artistas e não outros?
"

E a conclusão é perfeita:

"Se o Papa tivesse apoiado alguma bandeira da mídia, mesmo que representasse intromissão indevida em assuntos leigos, sua voz seria aceita sem questionamentos."

Joãozinho

Joãozinho era um menininho loirinho de olhos azuis que nunca manifestou qualquer indício de preferência racial. Seus melhores amiguinhos na infância eram José, um crioulinho, e Hishiro um japinha boa praça.

Num belo dia Joãozinho quebrou o braço e seus pais o levaram ao pronto-socorro (a família de Joãozinho era pobre e não podia arcar com as despesas de planos de saúde e muito menos com o atendimento em hospitais particulares). Chegando lá, ele foi atendido por um médico incompetente que somente tinha conseguido ingressar no hospital por causa das cotas para afro-descendentes. O mau atendimento deixou Joãozinho com uma pequena seqüela no braço mas ele dizia sempre com bom humor:

- Tudo bem, gente. Tudo bem.

Um tempo depois, a família de Joãozinho tentou matriculá-lo em uma escola perto de onde moravam mas todas as vagas destinadas aos brancos estavam ocupadas. A única escola onde ele arrumou uma vaga foi uma que requeria duas horas para ir e mais duas para voltar. Nem assim Joãozinho se perturbou:

- Tudo bem, gente. Tudo bem.

Com muito esforço Joãozinho concluiu o ensino médio. Estudioso que era, se formou com boas notas e estava razoavelmente preparado para fazer o vestibular e tentar entrar em uma universidade pública. Joãozinho, tendo em vista o fato de não ter feito cursinhos preparatórios e coisas do tipo, até que não foi mal. Lamentavelmente ele não conseguiu uma boa classificação no ranking dos brancos. Mesmo vendo alguns conhecidos bem menos qualificados ingressando nas universidades públicas pelo simples fato de serem negros, Joãozinho manteve o bom astral:

- Tudo bem, gente. Tudo bem.

A vida ficou complicada para Joãozinho. Sua família não podia pagar uma universidade particular e então ele teve que arrumar alguns trabalhos durante o dia para custear sua universidade durante a noite. Foram cinco longos anos de sacrifício em que Joãozinho ralava sem reclamar.

Depois da formatura, Joãozinho foi à luta no mercado de trabalho. Após algumas entrevistas e muitas portas na cara, ele conseguiu um bom emprego numa empresa que desenvolvia sistemas de segurança de software. Joãozinho era um dos analistas de segurança junto com o filho do dono da empresa. Neste período, Joãozinho conheceu Maria com quem veio a se casar e esperavam seu primeiro filho.

Num belo dia, Joãozinho foi chamado à sala do dono da empresa. O dono, com semblante perturbado lhe disse:

- Joãozinho, você sabe que a maioria dos nossos contratos estão vencendo e muitos não serão renovados. Precisamos disputar licitações de empresas estatais, mas há um pequeno problema: elas exigem que haja um percentual de funcionários negros nos quadros das empresas fornecedoras. Não posso demitir meu filho, logo terei que dispensar você.

Joãozinho, numa das raras vezes em sua vida, ficou transtornado. Sua esposa estava prestes a ter o neném e ele ia perder plano de saúde e o emprego. Após se despedir dos colegas e sair do trabalho, perambulou pela cidade. Pensava em como daria esta notícia para a esposa. O desespero foi crescendo e, avoado, esbarrou num homem na rua que retrucou:

- Ô branquelo filho da puta, não olha por anda não?

Daí para o colapso foi um pulo. Joãozinho voou na garganta do homem com uma ferocidade inimaginável. Esmurrava o homem que, perplexo com a reação desproporcional, não esboçava reação. Segundo as testemunhas Joãozinho gritava sem parar:

- Isso é pelo hospital! Isso é pela escola! Isso é pela universidade! Isso é pelo meu emprego!

Mesmo com o homem já morto, Joãozinho só parou de espancá-lo quando a polícia chegou e o levou preso. Sua esposa, ao saber da notícia entrou em trabalho de parto prematuro e, devido a complicações, veio a falecer junto com o neném. Joãozinho ficou preso sem direito à fiança por Crime Racial e as manchetes dos jornais do dia seguinte diziam:

"Racista mata afro-brasileiro por causa de esbarrão"

E os líderes raciais exigiram das autoriadades mais atenção à causa negra porque, como foi provado pelo episódio com Joãozinho, o Brasil é um país extremamente racista.

Brasil, um país de todos...menos seu, ô branquelo!

Quando a gente pensa que o fundo do poço esta aí, nossos representantes sacam um tal Estatuto Racial! (link móvel)

Não tem mais jeito: o Galeão é a solução!

28 Novembro 2005

Dilbert

Via xy7htk descubro que Scott Adams mantém um blog. Direto pros links interessantes e pros Favoritos do meu browser.

No blog ele está azucrinando a vida daqueles que se engajaram na disputa da moda: Evolucionismo versus Intelligent Design. Os três posts dele sobre o assunto estão repletos de ironia e sarcasmo, no melhor estilo Dilbert.

Aparentemente compartilhamos a mesma opinião sobre o assunto:

"I would consider credible anyone who didn't have a preconcieved notion or a financial/career incentive. When you're talking about the cause of life itself, I submit that no one can pass that test (especially people who write books on the topic). That has been my point all along.

It's not enough to understand what the experts tell you. You also need to understand cognitive dissonance to understand how the experts and even you could be completely wrong about something that seems so completely true."

Sonho de consumo

Konica Minolta Maxxum 7D





27 Novembro 2005

E o preço não cai...

US$105.00!!!


26 Novembro 2005

Clueless

Eu acho que um dos maiores problemas deste país é que aqueles que deveriam ser a elite intelectual que guiaria a população pelo terreno das idéias, traduzindo os esquemas complexos de pensamento para um linguajar mais acessível, são tão desorientados quanto qualquer Zé Mané da Esquina. Se tirarmos o vocabulário - nem sempre - mais rebuscado, o conteúdo é o mesmo: uma incapacidade de apreender o sentido das palavras mais básicas como direito, dever, individualismo, liberdade, etc.

Isso acarreta uma impossibilidade de estabelecer, com um mínimo de acerto, relações causa-efeito que fazem parte do nosso dia-a-dia. Nem vou mencionar silogismos, pois alguém já disse que "tem um orgasmo quando um brasileiro faz um silogismo correto".

É cego guiando cego.

Shame on us

"Os brasileiros socialmente incluídos são mais perversos com seus compatriotas do que os europeus com os imigrantes."

Ah, esses marxistas raivosos...

Não perca o seu tempo lendo o texto. Na verdade nem eu mesmo sei porque li.

Lembro de uma ocasião em que uma colega de trabalho, que além de ajudar na educação do irmão ainda dá uma força pros pais, ficou arrasada quando planejou suas férias para a Europa e viu um artigo da mesma peça dizendo que, enquanto brasileiros morrem de fome, a elite vai passear da Europa.

Tive que explicá-la que, ao contrário dela que ia para a Europa com o dinheiro ganho única e exclusivamente com seu trabalho, ele costuma ir, e ficar nos melhores hotéis, bancado pela universidade pública na qual trabalha ou aind por outros órgãos públicos.

24 Novembro 2005

Eu sabia!

Manchete de um jornal popular:

"Daniela Mercury é barrada pelo Papa na festa Natalina do Vaticano por combater a Aids."

Esse pessoal está ficando tão previsível...

Direito de escolha

Ele não vai durar muito no JB...

"Nenhuma causa idônea necessita de tantas fraudes, de tantos crimes, de tantas baixezas para defender-se. Se o abortismo se mela nessa sujeira com tanta persistência, é por causa da moral sui generis que o inspira."

E bota sui generis nisso!

Rapidinha matinal

Ali Kamel (link móvel), uma das poucas cabeças pensantes nas organizações Globo.

"Com freqüência, porém, dizem que minhas afirmações são fruto do que chamam de pensamento convencional. E eu concordo: de fato, chego a essas conclusões usando apenas o raciocínio lógico. É justamente a falta do pensamento convencional que embaça o debate. Há dias, vi na TVE alguém defendendo a ação do Ministério Público do Trabalho: 'Esse programa é uma revolução silenciosa porque está fazendo as empresas olharem para dentro de si e verem que não têm trabalhadores negros. O programa está combatendo os clichês de que o racismo é um problema econômico, social e educacional. Porque, na verdade, está sendo demonstrado que há vários negros capazes em número suficiente, e eles não estão sendo absorvidos pelo mercado de trabalho.' Taí um pensamento não convencional. Ou bem é verdade que o racismo barra os negros nas universidades ou bem é verdade que as universidades despejam no mercado todos os anos muitos profissionais de qualidade que não são absorvidos pelas empresas por racismo. Os dois fenômenos não podem coexistir na mesma medida. Apesar disso, as cotas são vistas como remédio para ambos os fenômenos."

23 Novembro 2005

Charges do LA Times

Três ótimas charges do Michael Ramirez:





The dunce of the week

Dunce


Paul Krugman ganhou o prêmio Dunce of the week, dado pela Forbes por este artigo onde ele tenta convencer seus leitores de que a economia francesa não agoniza, que tudo é resultado de uma preferência por priorizar valores familiares em detrimento de performance.

"But are European economies really doing that badly?

The answer is no. Americans are doing a lot of strutting these days, but a head-to-head comparison between the economies of the United States and Europe - France, in particular - shows that the big difference is in priorities, not performance. We're talking about two highly productive societies that have made a different tradeoff between work and family time."

Não bastasse o esculacho que ele levou do pessoal da
Forbes, o Walter Williams ainda vai lá chuta o cachorro morto.

22 Novembro 2005

Dever de casa

Não sei o teor completo dessa lei, mas fica aqui um dever de casa para os estudantes de economia: partindo da premissa que a lei faz extamente o que está descrito no texto, descrever os impactos positivos ou negativos que ela causará:

"É a lei da aprendizagem que obriga as empresas a contratarem jovens na condição de aprendizes, alternando estudo com prática profissional."

Refazendo a pergunta de modo que qualquer pessoa, e não apenas estudiosos de Economia, possa responder: se você tivesse uma empresa com a folha de pagamento no limite (*) do considerado aceitável e o governo te forçasse a contratar aprendizes, o que você faria?

A) Entubaria o prejuízo pois é uma coisa importante para o seu país ou

B) Demitiria os funcionários mais inexperientes para equilibrar a folha de pagamento

(*) Entende-se como limite aceitável um montante que permite que a empresa seja lucrativa levando-se em consideração a receita que ela obtém no seu nicho de mercado.

Arte, pura arte

Mais Europa

Está interessante este texto do Nyquist:

"O Ocidente secular acredita no que os chineses acreditavam antes de sua civilização ruir, há 160 anos. O Ocidente vê a si mesmo como a civilização central da história. O Ocidente aceita como fato consumado que seus preceitos e padrões intelectuais são permanentes e universais, ao invés de transitórios e peculiares. A arrogância ocidental contém, agora, uma suposta tolerância para com o 'outro'. Mas o 'outro' dirá que se trata de forma sem substância. Seu vácuo é encontrado em promessas vazias de igualdade e desenvolvimento, em prescrições socialistas e em auto-congratulações prematuras. O não-europeu sente e sabe que a ideologia européia é falsa porque o não-europeu está mais próximo da natureza humana e das realidades trágicas da história. Ele vê que a ideologia européia minou os instintos da Europa, mas apenas superficialmente.

O Ocidente brinca com a idéia que chegamos no 'fim da história', mas o não-europeu sente o contínuo vigor da história. O europeu 'iluminado' fantasia com uma irmandade entre os homens. As tribos, nações e seitas religiosas do planeta jamais cooperarão com essa 'irmandade'. Em última análise, cada tribo – incluindo a européia – quer uma irmandade em seus próprios termos. O secularista quer um mundo secular, tolerante. O crente quer um mundo religiosa e teologicamente correto. O europeu quer um mundo europeizado. Todas essas demandas, sonhos e esquemas não podem se harmonizar. Eis a verdade contra a qual os políticos europeus lutam. É uma verdade que a Europa não reconhecerá, mesmo que a história da Europa tenha ensinado isso tantas e tantas vezes.

A promessa de igualdade universal dada pelo presidente Chirac não pode e não será cumprida. O programa do primeiro-ministro Villepin vai resultar no oposto do que Chirac prometeu, não porque Villepin ou Chirac sejam racistas, mas porque a natureza, para ser comandada, tem de ser obedecida. E isso vale para a natureza humana também. O governo francês agora faz amor com um erro perigoso. Chirac e Villepin não têm outra escolha porque continuam acreditando na irmandade entre os homens."

21 Novembro 2005

Ditadura das minorias

Grupos politicamente influentes são aqueles que podem escrever livros com títulos que ofendem, humilham ou apenas fazem pouco dos seus "oponentes"; que podem privar os outros do direito à livre expressão e, também, impor políticas públicas que lhes favoreçam. E tudo isso como o apoio ou resignação do resto da sociedade que fica quietinha por medo de parecer reacionária.

Exagero?

O que veríamos na imprensa se:

1) Um homem escrevesse um livro chamado "São as mulheres necessárias?";

2) Se uma associação de católicos entrasse na justiça para tirar do ar uma das muitas novelas que sempre colocam as beatas como vilãs e hipócritas da estória;

3) Se houvesse um feriado chamado "Dia da consciência branca", além de diversas políticas públicas que favorecessem os brancos?

A briga entre grupos politicamente organizados é uma das principais características da Democracia, que serve justamente para que grupos antagônicos não resolvam suas diferenças na marra. Mas esta disputa, legítima, tem que ser clara e todos os grupos devem ter o direito de participar dela. Negar a alguns grupos o direito de participar da disputa enquanto se concede este privilégio a outros é flertar perigosamente com a ditadura das minorias.

Obs.: Não deveria ser necessário, mas já adianto que só posso ser acusado de "legislar em causa própria" no item 1 acima.

Alceu, o primeiro fui eu!

"Eu já vi esse programa. O apresentador é efetivamente grotesco e as 'pegadinhas' exibidas são de mau gosto, mas e daí? Ninguém é obrigado a ter bom gosto, muito menos a assistir a programas de televisão ruins. Ademais, as piadas sobre homossexuais não são diferentes das que se vêem em outras atrações humorísticas, como, por exemplo, o Casseta e Planeta, da Rede Globo. Por que, então, as ONGs gays não demonstram o mesmo zelo persecutório contra essa emissora? Por que ela é rica e poderosa? Não. Porque a Globo há muito tempo está engajada na ideologia politicamente correta, que inclui a causa gay. Já virou lugar comum, por exemplo, os casais homossexuais, femininos ou masculinos, nas telenovelas globais, que os retratam de maneira extremamente benevolente. Por isso ainda se admite o humor politicamente incorreto do Casseta e Planeta na Globo, mas até quando?"

Aqui.

The Liberal State

Mais uma ótima dica do De Gustibus:

"The state has warned the upscale Whole Foods supermarket chain that it will risk criminal charges under the state's centuries-old 'blue laws' if it goes ahead with plans to open on the holiday."

Mas o mais bizarro é o argumento do competidor:

"Besides disadvantaging competitors, a Whole Foods opening would harm consumers, due to lack of choice in the marketplace for consumers to shop and compare prices for the best deal."

Para que os consumidores não fiquem limitados a uma única opção no feriado, a solução encontrada foi acabar com a única opção existente.

Clever, very clever.

Sheehan, a altruísta

O Paulo acha lamentável que a Sheehan esteja planejando faturar uns trocados com a vigília que ela promoveu em frente à Casa Branca.

Discordo e explico:

O otário nasce para ser enrolado. Esta é a sua natureza, assim como a dos pássaros é voar.

Se alguém ímpede um otário de ser enrolado, é como se estivesse impedindo um pássaro de voar: está violando sua natureza.

Conseqüentemente, todo esse pessoal que fatura alto em cima dos otários nada mais faz que ajudá-los a cumprir seus destinos.

Puro altruísmo.

Agora vai!

Em busca da reeleição, Lula vai investir R$ 20 bilhões

"– Ampliar gastos no começo de 2006 é tão responsável quanto foi segurar no início de 2005, quando a inflação ameaçava passar de 7 a 8%. Não tem nada a ver com eleição, tem a ver com realidade – avalia Berzoini."

Ah, então tá certo.

Se liga!

Imigrantes do mundo fiquem espertos: a ONU e o Banco Mundial estão de olho no dindim que vocês remetem para seus familiares nos seus países de origem. Tudo isso, claro, com o intuito de protegê-los da ganância daqueles que cobram taxas abusivas para fazer o dinheiro chegar ao seu destino.

Samba do crioulo doido

Parado no trânsito, vejo a seguinte cena: uma pick-up Nissan, com adesivos do Che e das Forças Armadas no para-brisa traseiro e no espelho retrovisor, um terço e fitas do Senhor do Bonfim pendurados.

Diversidade é isso!

20 Novembro 2005

Resistance Is Futile

Datas festivas

20 de Novembro, Dia do Zumbi

O sentido da vida

"O que Frankl descobriu em Thesienstadt foi que além do desejo de prazer e da vontade de poder existe no homem uma força motivadora ainda mais intensa, a 'vontade de sentido': a alma humana pode suportar tudo, exceto a falta de um significado para a vida. Ao contrário, dizia Frankl, 'se você tem um porquê, então pode suportar todos os comos'. A privação de sentido origina um tipo de neurose que Freud e Adler não haviam identificado, e que é a forma de sofrimento psíquico mais disseminada no mundo de hoje: a neurose noogênica , isto é, de causa espiritual, marcada pelo sentimento de absurdo e vacuidade."

Dele, claro.

19 Novembro 2005

Dinheiro não traz felicidade

E nem bom gosto.

"O funk está dominando a ala jovem da cidade sem restrições nem preconceito. Vai com a mesma alegria para as boates da Barra e da Zona Sul, casas de show, chopadas de faculdades, festas infantis e continua batendo ponto nos bailes da favela."

Hein?!

" (...) como está se vendo na França, onde a cultura americanizada dos guetos ajudou a mobilizar os jovens dos banlieues e a atiçar sua revolta (...)"

Upside down

Racista

"A raça de um vestibulando não deve conceder-lhe privilégios."

Igualitário

"Os negros precisam ter o acesso às universidades facilitado."

Simples assim

No dia que todo brasileiro conhecer, ainda que superficialmente, a relação entre oferta e demanda e a conseqüente influência desta nos preços, muitos problemas serão evitados.

Politicagem

Se eu entendi bem, os Republicanos colocaram em votação nesta sexta-feira a seguinte pergunta:

"Devem os EUA se retirarem imediatamente do Iraque?"

Resultado da votação: 403 (quatrocentos e três) votos para o "NÃO" e 3 (três) votos para os "SIM".

Como a casa não possui apenas 3 Democratas, fica a pergunta:

"Por que muitos Democratas votaram a favor do 'NÃO'?"

Pelo que eu entendi a jogada foi a palavra "imediatamente". O principal articulador da retirada, o Representante John Murtha queria uma retirada "o mais rápido possível", seja lá o que isso signifique.

Vendo a coisa superficialmente, acho que os Republicanos foram bem inteligentes nessa manobra.

Primeiro, porque expuseram o Democratas ao ridículo de votarem contra o que eles ficam gritando nas TVs (parece que ficaram com medo de parecerem covardes em ano eleitoral).

Segundo, porque se aceitassem esse "o mais rápido possível" o governo ficaria levando porrada dos Democratas diariamente por estarem violando o que foi votado. Provavelmente isso forçaria uma saída prematura das tropas da coalisão, o que faria o Iraque mergulhar num caos total. Aí os Democratas poderiam dizer "olha só o que o Bush fez".

Mas, sinceramente, não procurei entrar em detalhes sobre isso não.

Não é piada

Projeto cria cadastro de internautas para inibir crime

"Os usuários de internet no Brasil deverão ser cadastrados, e os registros das correspondências eletrônicas armazenadas durante um período pelos provedores de internet. É o que prevê o projeto de lei do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que foi discutido hoje em audiência pública na Comissão de Educação.

A proposta tem como objetivo estabelecer algum tipo de controle sobre o que é veiculado na internet e facilitar a apuração de crimes cometidos na rede mundial de computadores, explicou Amaral."

Via
De Gustibus Non Est Disputandum. O nome é complicado mas o site é de primeira. Se você gosta de Economia, ele em que estar no seu Favoritos.

18 Novembro 2005

Isso deve ser engraçado

Mais confusão mental

No mesmo artigo do post anterior o autor brada:

"Fantástico que ele tenha chegado até ali. Talvez merecesse um Nike original apenas por isso, apenas por ter conseguido se esquivar da rua até o segundo piso. A vigilância, normalmente exercida por jovens negros, presta particular atenção aos outros jovens negros. Se as estatísticas do IBGE dizem que eles são pobres, não estão ali para comprar e, portanto, não têm nada que estar fazendo num shopping. Esta a lógica."

Fico pensando: será que ele só repara em negros quando eles têm aspecto de marginal ou mendigo? Eu trabalho no shopping mencionado e diariamente vejo centenas de negros (eu sou um deles, embora um tanto desbotado) andando pra lá e pra cá sem a tal vigilância que o muderno denuncia. É claro que se entra alguém com aspecto de marginal (e não sejamos hipócritas: sabemos muito bem o que vem a ser "aspecto de marginal") a segurança vai ficar alerta.

Confusão mental

"Não dou esmola. Sou contra a esmola tanto como ato individual de caridade quanto como política governamental. A despeito do alívio imediato para quem dá e recebe, ela tende não apenas a congelar a miséria como a expandi-la, tornando os despossuídos dependentes de quem os segrega e/ou cobra votos. Votos que alimentam o círculo vicioso."

Hmm, entendi: já que não podemos - ou queremos? - resolver o problema, que morram todos os miseráveis! Ou o paraíso da igualdade ou nada!

(...)

"Na nossa cultura cristã, como tantas outras coisas, a esmola tem a ver com a culpa. O pecado original do pequeno-burguês é ter o que comer, vestir e calçar. Shoppings são freqüentados pela pequena burguesia. Para que ela consuma em paz, é preciso deixar lá fora não só as condições meteorológicas e os relógios, mas também a própria História. O rapaz diante da loja de material esportivo profanava o chamado templo de consumo."

Fale por você cara-pálida!

Essa é a principal característica de quem tem culpa: tentar transformar seus pecados em virtudes ("não dou esmola porque só faz prolongar a situação") ou, quando isso não é possível, trazer todos para compartilhar da mesma lama ("na nossa cultura cristã"). Se houvesse em você algum resíduo de cultura cristã o rapaz teria ido embora com o R$1,00 que pediu.

Business as usual

"A polícia disse que o país voltou ao normal, após semanas de distúrbios. Ontem, 98 veículos foram incendiados, número considerado normal."

Aqui.

17 Novembro 2005

Economics 101

Mais uma aula de Economia do grande Thomas Sowell:

"I first became aware of the law of gravity as a small child when I pedalled by tricycle off the porch and crashed into the yard. Gravity was of course operating all along, whether I was aware of it or not.

Economics is a lot like that. Many people who are completely unaware of economics sometimes discover it the same way I discovered gravity, through some personal or national crash.

Liberals especially tend to think up all sorts of good things we want - a 'living wage,' 'affordable housing,' 'universal health care,' and an ever-expanding wish-list of things that everyone should receive as "rights" - with little or no awareness of the economic repercussions of turning that wish list into laws."

(...)

"Prices are perhaps the most misunderstood thing in economics. Whenever prices are 'too high' - whether these are prices of medicines or of gasoline or all sorts of other things - many people think the answer is for the government to force those prices down.

It so happens there is a history of price controls and their consequences in countries around the world, going back literally thousands of years. But most people who advocate price controls are as unaware of, and uninterested in, that history as I was in the law of gravity.

Prices are not just arbitrary numbers plucked out of the air or numbers dependent on whether sellers are 'greedy' or not. In the competition of the marketplace, prices are signals that convey underlying realities about relative scarcities and relative costs of production.

Those underlying realities are not changed in the slightest by price controls. You might as well try to deal with someone's fever by putting the thermometer in cold water to lower the reading."

Mais uma do urso que come os donos

Elio Gaspari, muito apropriadamente, definiu Lulla como o urso que come os donos.

Pois o urso ataca novamente:

"Tem uma coisa em educação que vocês sabem mais do que eu: se um professor entra numa sala de aula, dá uma aula e o aluno não aprende, o aluno precisa de reforço; se dá a segunda aula e o aluno continua não aprendendo, o aluno ainda precisava continuar no reforço. Mas, se der a terceira e o aluno não aprendeu, quem precisa de um reforço é o professor."

(...)

"No Brasil é sempre assim: os professores têm condições péssimas de trabalho e ao invés de melhorar, diminui o tempo de aposentadoria; os alunos têm repetência e, ao invés de melhorar, faz-se o ensino continuado porque não precisa de prova, e a gente não sabe se a criança vai bem."

Eita ursinho guloso esse!

Não vá o Sapateiro além das tamancas

Esse ditado é muito bom. Se bem me lembro existe uma frase com sentido semelhante mas usando termos mais sofisticados, muito apropriados para palestras de gerenciamento. A mensagem é a mesma: o mundo seria muito melhor se todos, inclusive eu, falassem apenas do que entendem minimamente.

Bem, deixando de blá-blá-blá e partindo direto para um exemplo prático: existe um site voltado para assuntos econômicos chamado Division of Labour. Quase sempre seus posts sobre economia são muito bons. Mas aí eles resolveram sair da sua praia.

Uma observação: não é que eu entenda também do assunto. Por isso faço tão poucas afirmações sobre o assunto e muitas, mas muitas indagações que são quase sempre ficam em sem resposta ou recebem respostas que exigem que eu acredite que alguém sabe o que se passou a 500 milhões de anos atrás. Meu ceticismo não me permite tal luxo.

Voltando ao Division of Labour, esse foi o argumento que eles usaram para refutar o Intelligent Design:

"'The kidneys do an incredible job of holding on to sodium, which was important to the survival of our early ancestors who lived in a salt-poor world, but today there's so much salt in the food we eat that the kidneys end up holding onto too much sodium,' and that can lead to high blood pressure, researcher Dr. Howard Pratt said in a prepared statement."

Percebam que, na ânsia de denunciar um mau design do rim (tinha trocado kidney por liver. Valeu, Michael), o cara deu um argumento contrário, no meu "modo de vista", ao Evolucionismo. Se é para haver uma evolução, o rim deveria gradativamente ir acumulando menos e menos sódio. Aí alguém me dirá:

"Sim, e isso vai acontecer daqui a alguns milhões de anos."

Não tenho tanto tempo :-)

Para um Engenheiro como eu uma declaração daquelas é uma violação das especificações do produto. Seria como se alguém comprasse um aparelho 110v, tentasse usá-lo em uma rede 220v e reclamasse que meu produto não se adaptou à sua realidade.

Além de tudo, há uma forçada de barra evidente na declaração: dizer que há sal disponível para ser ingerido não quer dizer que as pessoas irão fazê-lo. Comer ou não comer sal é uma decisão voluntária e não uma condição ambiental sobre a qual não temos controle. Fazendo novamente analogia com o aparelho, é como se no seu prédio existissem tomadas 110v e 220v. Isso não quer dizer que seu aparelho pode ser espetado em qualquer uma das duas, ignorando as especificações sob as quais ele foi construído. Quem ingere quantidades normais de sal tem seu rim operando dentro das especificações.

Creio que existem muitos pesquisadores sérios quebrando a cabeça para responder uma série de perguntas e solucionar várias questões obscuras. Creio também que eles têm mais dúvidas em relação às teorias que desenvolvem que aqueles que apenas pegam carona para parecerem progressistas. Acredito, porém, que nunca teremos uma resposta definitiva para o assunto. E vivo muito bem assim.

A única coisa que realmente me incomoda nessa questão é o monoteísmo evolucionista daqueles que tentam me converter do mesmo jeito que aqueles evangélicos que nos param na rua para tentar nos levar para a Igreja Universal.

16 Novembro 2005

Greg, the bunny

Tudo se passa num mundo hipotético (duh!) onde convivem humanos e puppets.

Obviamente as tensões raciais emergem.

O tema dá brecha para ótimas sátiras ao ambiente politicamente correto que impera nos EUA:

1) Puppets são discriminados pelos humanos.

2) Puppets preferem ser chamados de fabricated-americans.

3) A maior offensa que se pode fazer a um puppet é chamá-lo de sock. Quando algum humano quer se referir à ofensa eles falam "the S-word".

4) O estúdio onde se passa a maior parte do show contrata um puppet sensitivity coach quando um puppet vê "the S-word" escrita no banheiro. A tarefa do coach é ensinar ao elenco tudo sobre tolerância.

5) Após sofrer um ataque racista ("the S-word" novamente), Greg conhece um "puppet activist", Hurbada Hymena, que lhe ensina tudo sobre sua Puppish heritage. Greg fica obcecado com o assunto e exige que todos o chamem pelo seu Puppish name: Bizzelburp.

O paralelo com o que se passa nos EUA em relação à tensão racial - muitas vezes forçada - entre brancos e negros é escancarado.

Foi engraçado enquanto durou...

Sai uma indecência e entra outra, Parte II

Implícita nessa decisão da tal juíza está a premissa de que ela pode decidir o que as pessoas assistirão. Na prática o que ela fez foi simplesmente deixar a emissora sem programação no horário determinado (o que não é de todo ruim). A não ser que ela pense que alguém que sintonize no canal em busca de pegadinhas que "humilham, ofendem, desrespeitam e reforçam o preconceito contra negros, mulheres, idosos, homossexuais e deficientes" irá continuar sintonizado ao descobrir que no lugar do seu programa predileto estão passando "vídeos educativos produzidos por entidades de defesa dos direitos humanos". O cara vai mudar de canal na hora. Quem quiser ver essas bobagens vai sintonizar na TVE, Futura ou algo parecido.

Bush, a.k.a. Ruivo Hering

O que o Guilherme Fiúza diz neste artigo é o que qualquer pessoa de bom senso perceberia.

"Nos dias de hoje, não há nada, nem dólar, nem ouro, nem imóveis, nem a bênção do Papa, nem a escritura de um lote no Vaticano, mais garantido do que ser contra George W. Bush. Quer se candidatar a vereador numa cidade de dez mil habitantes? Diga que é contra Bush e estará praticamente eleito. Quer se eleger síndico do seu prédio? Quer melhorar sua imagem no almoço de domingo? Quer fazer uma média com a sua ex-mulher? Diga que não suporta viver nem mais um minuto no mesmo planeta que George Bush. É tiro e queda. Ser contra Bush virou uma espécie de lavanderia moral."

Mas bom senso hoje em dia é artigo raro.

Como dizia Nelson Rodrigues, o que seria de muitos representantes da esquerda se os Estados Unidos desaparecessem da face da Terra?

Sai uma indecência e entra outra

"No horário do 'Tarde Quente' (17h às 18h30m) deveriam ser exibidos, por seis meses, vídeos educativos produzidos por entidades de defesa dos direitos humanos."

Vídeos educativos produzidos por entidades de defesa dos direitos humanos? Estaríamos melhor servidos se passassem todos os filmes da Cicciolina.

Segundo ainda a reportagem, a juíza considera que as pegadinhas do programa do João Klebler "humilham, ofendem, desrespeitam e reforçam o preconceito contra negros, mulheres, idosos, homossexuais e deficientes."

Ficamos agora aguardando o empenho da juíza na defesa pelos valores da sociedade brasileira em relação à toda-poderosa Rede Globo e seu "humorístico" Zorra Total que igualmente desrespeita homossexuais e mulheres.

Vou aguardar sentado porque de bobo eu só tenho a cara.

Que fofo!

Argentina tem concurso de literatura gay para crianças

15 Novembro 2005

Seu Jorge

Infelizmente não vi o programa Roda Viva citado pelo Reinaldo Azevedo neste artigo, mas se tudo o que ele diz é verdade, Seu Jorge entra para a minha lista de negões que merecem meu respeito.

"Seu Jorge não quer ser mais escravo. A escravidão saiu de dentro dele. Ele não quer ser mais escravo porque é negro. Ele não quer ser mais escravo porque foi pobre. Ele não quer ser mais escravo porque é brasileiro. Ele não quer ser mais escravo porque é do Terceiro Mundo. Seu Jorge é senhor absoluto de sua vida: é senhor porque seus ancestrais foram escravos; é senhor porque é negro; é senhor porque foi pobre; é senhor porque é brasileiro. É senhor porque é do Terceiro Mundo. É senhor porque quer."

(...)

"Eu estava algo apreensivo porque temi que ele fosse macaquear um discurso que, sabidamente, não é o seu. Receava que fosse engolido pela voz média do consenso oficial: haveria um terrível preconceito racial no Brasil, tanto pior porque velado. É o que todo militante negro acha. É o que todo branco de esquerda acha porque não pode ver uma causa passar ao lado sem engrossar o cordão dos puxa-sacos de qualquer vítima de plantão. Mas que nada! Seu Jorge está entre aqueles poucos que devem tanto cantar como falar. Não se permitiu ser capturado por todas as redes de boa consciência que lhe foram lançadas. Seguiu adiante: talentoso, na dele, preocupado apenas em fazer cada vez melhor aquilo que sabe fazer."

Cassinos canadenses

Media: biased and retarded

Impressionante como a mídia moderna não aprendeu que seu domínio sobre a História moderna se encerrou com a popularização da Internet. Não faz pouco tempo, como bem colocou Fred Reed, o que a mídia não noticiava não tinha acontecido. O poder, principalmente político, que isso conferia a certos grupos era imenso. Bastava tomar conta dos meios de informação e eles teriam sua própria Matrix.

Mas hoje é tudo muito diferente: a informação está ao alcance de quase todos praticamente em tempo real. Vários pontos de vista estão disponíveis sobre mesmo fato. Tivemos dezenas de vídeos da Tsunami disponibilizados na Internet poucos dias após a catástrofe. Resultados instantâneos de eleições em países distantes. Enfim, é uma verdadeira revolução.

Quem não perceber essa mudança de paradigma (Arrrgh! Nunca pensei em usar essa palavra seriamente) está condenado a virar motivo de chacota e escárnio quase que instantâneamente e, pior, em escala mundial.

Dan Rather sabe do que estou falando.

Mas parece que ainda assim a mídia não aprende, principalmente aquela de viés esquerdista. Pensando bem, por que estou surpreso em constatar que um esquerdista não enxerga um palmo diante do seu nariz? Anyway, o mais recente mico ficou por conta do New York Times, segundo nos conta Michelle Malkin.

Numa reportagem sobre os número de soldados mortos no Iraque, o tablóide, digo jornal, publicou uma singela carta de um marine que veio a morrer depois em combate. Eis o trecho da reportagem:

"But he died in a firefight in Ramadi on April 30 during his third tour in Iraq. He was 22.

Sifting through Corporal Starr's laptop computer after his death, his father found a letter to be delivered to the marine's girlfriend. 'I kind of predicted this,' Corporal Starr wrote of his own death. 'A third time just seemed like I'm pushing my chances.'"

Qualquer pessoa, inclusive o Buxi, ficaria comovida com uma vida desperdiçada em troca de nada.

Mas esperem: o tio do rapaz enviou o conteúdo completo da carta que foi editada de forma totalmente desinteressada pelo jornalista:

"Obviously if you are reading this then I have died in Iraq. I kind of predicted this, that is why I'm writing this in November. A third time just seemed like I'm pushing my chances. I don't regret going, everybody dies but few get to do it for something as important as freedom. It may seem confusing why we are in Iraq, it's not to me. I'm here helping these people, so that they can live the way we live. Not have to worry about tyrants or vicious dictators. To do what they want with their lives. To me that is why I died. Others have died for my freedom, now this is my mark."

Eles realmente não aprendem.

Vale a pena ler o artigo todo para ver a reação do repórter quando foi interpelado por um leitor.

Leis da Economia? Pra quê?

Os efeitos das leis de salário mínimo não são novidade para ninguém, até para quem não é economista. Mesmo as pessoas que não sabem formalizá-los sabem muito bem praticá-los: quando o governo aumenta o salário mínimo para além do valor considerado interessante pelo empregador o resultado ou é a demissão ou a contratação "por fora". Quem não acredita nessa dura realidade deveria checar quantas empregadas domésticas trabalham com carteira assinada e ganham o salário mínimo determionado pelo governo, principalmente fora dos grandes centros.

Agora fiquem com o genial Thomas Sowell que ele vai explicar a causa do imenso desemprego de jovens na França (a regra vale para o Bananão também):

"People who are less in demand - whether because of inexperience, lower skills, or race - are just as employable at lower pay rates as people who are in high demand are at higher pay rates."

14 Novembro 2005

Questionário

Acho que voiu seguir o exemplo do JP Coutinho e fazer um questionário desses também.

Jogo de Cena

Chirac: Governo ajudará jovens a conseguir emprego

"Para ajudar os jovens, especialmente os jovens em dificuldade, a ter um emprego decidi criar uma força-tarefa voluntária que combinará apoio e treinamento - afirmou Chirac em pronunciamento à nação por rede de televisão."

Mais uma amostra da tática preferida dos políticos: jogo de cena.

Monoteístas do Evolucionismo

Este texto está todo bom. Com a acidez de sempre, Fred chuta a canela daqueles que ele chama de "evolutionism montheists".

Destaques:

"The desire to centralize government, impose doctrine, and punish doubt is never far below the surface, anywhere. Thus our highly controlled media, our 'hate-speech' laws, our political correctness and, now, Evolutionary Prohibition. The Catholic Church once burned heretics. The Church of Evolution savages them in obscure journals and denies them tenure and publication. As a heretic I believe that I would prefer the latter, but the intolerance is the same."

(...)

"I note that Compulsory Evolutionists are fellow travelers of the regnant cultural Marxism, though I don’t think that they are aware of it. They display the same hermetic materialism, the same desire to suppress dissent by the application of centralized governmental power, the same weird hostility to religion. They do not say, 'I think Christianity is nonsense and will therefore ignore it,' but rather 'These ideas shall not be permitted.' The justification often is pseudo-constitutional: 'the separation of church and state.' Neither the phrase nor the idea is found in the Constitution. If, for example, it is unconstitutional to have a nativity scene on a town square, why did no one notice this, certainly to include the Founding Fathers, until at least 1950? One might point out, fruitlessly, that Creationism, communism, Christianity, and capitalism are all major intellectual currents and therefore ought to be explained to the young. Not likely. The free market of ideas applies only to one’s own ideas."

(...)

"One plausible explanation for this rigid evolutionary monotheism, though I think an incorrect one, is a fear that the children might come to believe in Creationism. Unlikely, but again, so what? A belief in Creationism does not prevent one from working in the sciences. A goodly number of scientists, to include biochemists, are in fact Christian and, some of them, Creationists. Others presumably are Buddhists or Hindus. The only thing for which acceptance of Creationism renders one unsuitable is…Evolutionism.

A more likely explanation is a fear that children might realize that a great deal of Evolution, not having been established, must be accepted on faith, and that a fair amount of it doesn’t make a lot of sense. While Creationism is unlikely to convert children into snake-handlers, it does suggest that orthodox Evolution can be examined critically. Bad juju, that.

Now (and I hope this doesn’t bore those who have read me before on the matter), an entertaining way to study the politics is to ask the Evolutionists questions that a scientist would answer (since scientists are not ashamed not to know things), but that an ideologue can’t afford to. They are simple. (1) Has the chance occurrence of life been demonstrated in the laboratory? Yes or no. (2) Do we really know, as distinct from guess, hope, or imagine, of what the primeval seas consisted? Yes or no. (3) Do we know, as distinct from guess, pray, wave our arms, and hold our breath and turn blue, what seas would be needed for the chance formation of life? Yes or no. (4) Can we show mathematically, without crafted and unsupportable assumptions, that the formation of life would be probable in any soup whatever? Yes or no."

Eu sempre martelo nessa questão: ativistas - e não cientististas como também diz Fred - colocam a Religião como única corrente contrária ao Evolucionismo. E como "todos sabemos" que a Religião tem como objetivo manter a humanidade nas trevas, torna-se óbvio que o Evolucionismo é um fato consumado.

Damn right!

"You don’t have to be helpless, nor useless, nor immoral because you were born poor. If this were not true, the Irish, Italians, Jews, the Chinese of railroad coolie days, the Poles and the Czechs would still be in slums."

Fred Reed, Whimpering About Poverty

Mais França

Acabo de ver uma reportagem onde um jovem (imigrante ou descendente, não peguei desde o início) exibe para as câmeras como o governo Francês vem maltratando os imigrantes: depois de dar, repito DAR, um apartamento para a família do jovem, o governo mau caráter não consertou a goteira que apareceu e, horror dos horrores, não pintou as paredes dos corredores pichadas pelos proprietários.

Longe de mim assumir a postura reacionária e conservadora de propor que o morador conserte a goteira do seu apartamento e que os proprietários não pichem os seus próprios corredores. Afinal de contas, todos sabemos que o Estado está aí para essas coisas.

Ao final da reportagem, o jovem diz que o que está acontecendo agora é