Time out
Tempo para uma paradinha. Reacionário também tira férias.
Volto na primeira semana de Dezembro.
Aloha!
Comentários de um inconformado com nossa "terceiromundice"
Tempo para uma paradinha. Reacionário também tira férias.
É comum fazer chacota de figuras como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo ou Diogo Mainardi, para citar apenas os mais barulhentos. Parte da "blogosfera", principalmente aquela que se diz "nem de esquerda, nem de direita", adora arrotar uma superioridade olímpica sobre esses "hidrófobos histéricos". Para eles nada de estranho está acontecendo no país. Tudo não passa de um resultado espontâneo da nossa brasilidade. Livros didáticos saudando comunistas e demonizando o capitalismo? Incompetência. Aparelhamento do Estado? Que nada... Apoio financeiro e vista grossa para atos do "movimentos sociais"? Coincidência, gente!
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Aliás, em muito boa companhia:
Como qualquer head shrinker recomendaria, tenho resolvido de maneira criativa uma das minhas grandes pequenas irritações. Sabem aquelas gentes que, logo após descer pela escada rolante, ficam paradas na frente, ponderando o Grande Mistério da Existência, de costas para a legião de pessoas que vem descendo? Sim, vocês sabem -e certamente já se esgueiraram por aquela ínfima fresta entre o imbecil parado no final da escada (identificado, deste ponto em diante, pela sigla IPFE) e o corrimão rolante, para evitar um desastroso efeito dominó de grandes proporções.
Vejamos este trecho de um post no Blog do David Friedman:
If morality is real and you act as if it were not, you will do bad things--and the assumption that morality is real means that you ought not to do bad things. If morality is an illusion and you act as if it were not, you may miss the opportunity to commit a few pleasurable wrongs--but since morality correlates tolerably well, although not perfectly, with rational self interest, the cost is unlikely to be large.
Acho que já falei algo parecido com isso por aqui, mas nunca é demais repetir:
Lula é um sintoma do Brasil que deploro, não é a causa. É personagem. É circunstância.
Neo: What are you trying to tell me? That I can dodge bullets?
Morpheus: No, Neo. I'm trying to tell you that when you're ready, you won't have to.
Ou racismo soft, é o pior tipo que existe. Não, não falo sobre aquilo que se convencionou chamar de "racismo velado" aqui no Bananão. Falo daqueles que acham que, sim, os negros são inferiores e precisam de um tratamento diferenciado por parte dos brancos privilegiados senão nunca chegarão a ser nada na vida. Aqueles que não acreditam que, dando-lhe consições iguais, um negro é capaz de disputar uma vaga de trabalho em igualdade de condições ou até mesmo levar vantagem sobre um branco. Não, esses racistas acreditam que há algo defeituoso nos negros e que é papel dos brancos fazer com que os pobres miseráveis tenham uma vida mais digna.
Reportagem no JB sobre o crescente consumo de drogas, em particular o ecstasy, por jovens (nem tão jovens assim, na minha opinião...).
Ao perguntar a um jovem de 21 anos (depoimento ao lado) que motivo levaria a nova geração a fazer de si um laboratório ambulante, o repórter ouviu uma resposta tão significativa quanto desconcertante:
- Porque somos filhos da geração de vocês.
Um dos líderes do bando é Bruno Pompeu D'Urso, morador de um prédio de luxo na Fonte da Saudade. Ele mora com a mãe e uma empregada, que o criou desde pequeno. Ao testemunhar a prisão, a empregada assustou-se, dizendo que pessava que esse tipo de coisa só ocorria em favelas. Depois, ela pediu demissão, dizendo ser uma pessoa digna.
Reinaldo Azevedo entrevista o psicanalista Contardo Calligaris. A entrevista é muito boa (ainda mais se você é um simpatizante do individualismo). Este trecho, particularmente, bate 100% com minha visão sobre o Bananão e seus habitantes:
Existe um caráter brasileiro?
Eu tenho uma implicância, não com o conjunto da obra, mas com algumas coisas do Roberto DaMatta. Acho que ele tem leituras certas do Carnaval etc. Mas não gosto da complacência indentificatória que consiste em dizer: “Sou brasileiro porque gosto de samba e futebol”. Isso eu acho horrível. Um dos perigos desse tipo de definição é que cria um grande momento de prazer coletivo. “Ah, nós somos brasileiros, malandros, todos à venda, gostamos de jeitinho...”
E, se não podemos convencer pelo argumento, vai pela nossa sedução...
Exatamente. Ou então se diz: “Não gostamos de conflito”. Isso é o que tem de pior na tentativa de obliterar nossa história subjetiva e coletiva por meio de uma visão muito fácil de nós mesmos. Veja a frase “O Brasil não é para principiantes”. Isso supõe que a nossa malandragem nos torna especiais e só interpretáveis por especialistas. Pelo contrário: o Brasil é para amadores e principiantes. Porque pagar e corromper é muito fácil. O difícil é construir uma coletividade em que haja leis, institucionalidade. O difícil é ser moral. Ser imoral é que é para principiantes. A malandragem é uma conduta moral de uma criança de 9 anos. O difícil é crescer. Governar pagando o cara para votar comigo é que é amador. O profissional é construir um discurso que convença, é falar com o outro. É claro que o brasileiro não é só isso. A contraparte do jeitinho é o recurso ao foro íntimo acima da convenção, o que é altamente moral.
Hoje cedo, comentando a Maratona de New York, Robson Caetano disse que a última subida, antes da chegada, era o "pulgatório".
À tarde, durante a cobertura da queda do bimotor em São Paulo, Leila Sterenberg, da Globo News, avisou: " Estamos acompanhando o trabalho de resgate desta casa que caiu em um bairro residencial de São Paulo".
E, há pouco, Renato Maurício Prado, no Troca de Passes, disse que a FIFA é uma senhora "vestuta".
Vou para o DVD.
Sinceramente não sei o que se passa na cabeça de um jornalista. Quando li esta chamada logo pensei no espancamento daquela empregada doméstica na Barra:
Incrível como brasileiro dá um jeito de fazer merda até quando tem razão. Surreais as palavras de um familiar do mineiro assassinado pela polícia britânica:
É a mesma coisa que multar uma pessoa em R$ 5. O valor de 175 mil libras, na Inglaterra, para quem é inglês, não é nada - disse o primo de Jean Charles, Alex Pereira.
O Brasil vive uma estranha era. Atualmente o acusado não mais brada:
Diante de tão desagradável perspectiva, os números confessarão tudo.
WITH the health care system at the center of the political debate, a lot of scary claims are being thrown around. The dangerous ones are not those that are false; watchdogs in the news media are quick to debunk them. Rather, the dangerous ones are those that are true but don’t mean what people think they mean.
Here are three of the true but misleading statements about health care that politicians and pundits love to use to frighten the public:
STATEMENT 1 The United States has lower life expectancy and higher infant mortality than Canada, which has national health insurance.
(...)
STATEMENT 2 Some 47 million Americans do not have health insurance.
(...)
STATEMENT 3 Health costs are eating up an ever increasing share of American incomes.
O texto - este especificamente - não é verídico, mas basta uma circulada pelas caixas de comentários do blogs para ver que variações dele existem aos montes.
Meu caro,
Na verdade acho que o senhor é um fiel representante da camada mais asquerosa da nossa sociedade. Graças a figuras repugnantes como o senhor temos hoje várias pessoas miseráveis neste país.
Um grande abraço
Rio de Janeiro, 1 de Novembro de 2007, 10:44.
O que acontece quando você incentiva o consumo de um determinado produto e, "repentinamente", ocorre uma discrepância exacerbada entre as curvas de oferta e demanda?
Vejam a foto abaixo:

Estudantes e policiais voltaram a se enfrentar nesta quinta-feira, durante uma manifestação convocada pela oposição contrária à reforma da Constituição proposta pelo presidente.